Uma história de 5 anos

20 de dez de 2013
Hoje o Agora Escrevo está completando 5 anos! Durante esses anos escrevendo aqui, notei enormes mudanças na minha escrita e na minha forma de ver o mundo. É engraçado e até assustador ver como amadureci, cresci pessoalmente e me tornei o que sou hoje, lendo meus antigos posts. Melhor ainda é perceber que as pessoas que me apoiavam no passado estão até hoje aqui comigo, alguns nos comentários, outros na vida. Sou muito grato a todos vocês.

Quando criei este blog aos 17 anos de idade, eu era um adolescente sonhador. Hoje aos 22 e quase formado em Técnico em Radiologia, sou muito mais que um sonhador. Sou uma pessoa que têm objetivos e que finalmente se encontrou profissionalmente e pessoalmente. Não deixei de ter sonhos, isso todos nós sempre teremos. Só que agora estou mais com os pés no chão e o presente é o meu melhor companheiro. Talvez meu lema atual seja "acreditar e fazer acontecer". Agir ao invés de imaginar.

Aqueles que brilhavam na ponta dos pés

4 de dez de 2013


 Seria uma flor que brotou no chão e aos poucos começou a dançar. Em passos leves ela transformava-se em estrela, flutuando pelo palco num ritmo inconstante, talvez mágico, esplêndido. E sua naturalidade contagiava todos, com o brilho no olhar, cativante em passos largos e piruetas, girava, rodopiava, em um mundo que parecia não ter fim. Era como se ela eternizasse o belo e aquele momento fosse o espetáculo da vida, simples como sua fisionomia, delicado como seus pés.

Os sorrisos em contrapartida com a perfeição dos seus gestos iluminavam ainda mais a cena. E a melodia da música, ora calma, ora cativante e alegre, acelerava ainda mais aquele coração pequeno que pulava, transparecendo o amor.

Ele — por sua vez — tinha a pele branca como a neve e os cabelos negros como os seus. Juntos formavam um casal de bailarinos perfeitos. De vez em quando seus braços tocavam sua pele macia e no ar ela parecia voar. Frágeis como um pássaro, seus sentimentos transbordavam, caiam e escorriam pelo chão, inundando os olhos da plateia encantada por aquele espetáculo.

Presos pelo olhar, eles atravessavam um horizonte imaginário e percorriam caminhos, enquanto a luz que vinha lá de cima seguia seus passos. E cada vez mais seus olhos se encontravam, quando o momento parecia ser infinito e seus dois corpos formavam um conjunto impecável, construídos um para o outro de gestos e passos eternizados pela beleza do momento.
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