Por que prefiro o silêncio

28 de jul de 2011
Às vezes sinto uma terrível necessidade de não falar nada, ouvir nada, sentir nada.  Tenho uma inconstante vontade de ficar só, comigo mesmo, com minhas músicas, com meus pensamentos, refletindo sobre a vida, construindo novas ideias. Noto que isso parece incomodar quem está ao meu redor. É muito difícil entender que as pessoas são diferentes. Mas não basta não  entender, as pessoas também precisam criticar. Quando é que irão entender que ser verdadeiro consigo mesmo é a essência do ser humano e como falar isso sem parecer ser estúpido ou ignorante?

Se ao menos todos tivessem os mesmos olhos, tudo quem sabe poderia ser até melhor. Mas os meus ouvidos são diferentes e tenho uma boca com dentes. Eu não ouço mais e falo menos, nem falo mais e ouço menos. O que está em mim transparece a mim. Se o fato de eu ter que falar mais resolvesse todos os meus problemas, oras já teria recitado todos os livros do mundo.

Reflexões sobre uma simples mensagem

18 de jul de 2011

Recentemente em uma das aulas do mais novo curso técnico que estou fazendo uma professora passou um vídeo muito interessante e resolvi compartilhar hoje com vocês. A mensagem que ele traz  apesar de simples é muito comovente e eu fiquei me perguntando até que ponto o ser humano mesmo com todas as adversidades da vida consegue ser tão evoluido mentalmente. O vídeo mostra um homem que não possui braços nem pernas, mesmo assim ele consegue viver, ser feliz. Ele conseguiu levantar e dar a volta por cima e agora leva essa mensagem positiva a todas as pessoas fazendo palestras. Se cair, levante-se! Você consegue! Não sofra, você pode mais que tudo isso! Uma mensagem muito otimista e que com certeza muda o nosso jeito de pensar e ver as coisas. As vezes ficamos tristes com pequenos acontecimentos em nossas vidas e não sabemos que isso tudo é o mínimo, que nos podemos ser maiores e conseguir superá-los, basta querer e ter força de vontade. Esse homem realmente é um exemplo a ser seguido, uma lição de vida. Não tenho muito o que falar, apenas assistam e reflitam, irão gostar :]


A lenda

15 de jul de 2011

Diz a lenda que as pessoas devem ser felizes. Olho todos em minha volta, estou cego por instantes. Devo acreditar nas pessoas e ouvir o que elas tem a dizer. Sou como o vento frio que descansa em baixo da árvore, no sombra de um dia nostálgico, vendo de longe as vidas que vivem a vida. Como se o mundo fosse pedaços de papeis  amassados, jogados em uma lata de lixo cheia que transborda lágrimas, são mutantes que andam e não olham pros lados, rastros e vestígios perdidos com o tempo. A luz do sol não os alcança, surge a sombra escura de noites efêmeras. Felizes são os que continuam sorrindo, num sonho ingênuo, perdidos em suas mentes.  Infelizes seres que não sabem o que verão ao acordar. Estou só e ando pelos matos a procura da lenda. Os passos são sinais que um dia estive aqui. E as pessoas que encontrei buscaram inspiração em objetos vagos, para preencher o vazio dos seus corpos murchos, repletos de ar, pura artificialidade. Foi então que me encontrei em mim e acreditei na chuva que caia, e nos pássaros que voavam livres sobre o céu nublado. Não procuro mais nada, tudo já está claro, a verdade existe. Penso nos copos quebrados e vejo milhares de seres, despedaçados, tristes como lágrimas afogadas. O lixo transbordado, passos modificados. A sombra foi embora e eu continuo caminhando, agora dentro de mim.

Helio Filho

Atrás da Cortina

11 de jul de 2011

Todos os semestres que estou tendo na Universidade até agora estão sendo muito produtivos e cansativos pra mim, pois além dos seminários, trabalhos e provas, temos as gravações para fazer (o que não deixa de ser a melhor parte do curso). No primeiro semestre participei da gravação de um curta bem simples, o "Coríntios 13" , foi  muito interessante e divertido, meu primeiro trabalho como estudante de cinema. No segundo fizemos um curta mais longo e complexo, o "Ritual", esse ainda não divulgamos em nenhum lugar, foi bem mais cansativo, mais trabalhoso. Uma experiência totalmente nova pra mim sendo assistente de direção. E nesse terceiro semestre não poderia ser diferente né, mais produções. Participei da gravação do curta "Atrás da Cortina" dirigido pelo meu colega Rafael Ribeiro. Foi muito bacana, pois pude por em prática quase todo conhecimento que tive na disciplina Sonorização I, sendo um dos alunos que participou da gravação do som direto do curta. Ficou muito legal! Espero que vocês gostem da historinha, é bem curto, porém foi feito com muito carinho e dedicação da equipe! Destaque para a interpretação dos meus colegas e amigos Ruy, Iasmin (sim, a mesma que participou do "Coríntios 13" ) e Ary! Eles são muito bons! Beijos e boa semana a todos!


Atrás da Cortina from Iasmin Coni on Vimeo.


Obs: Desculpem o sumiço! Esse final de semestre foi muito cansativo, muitos trabalhos pra fazer e seminários. Mas agora que estou de férias postarei muitas novidades =**

Helio Filho

O quadro

2 de jul de 2011

Pintei um quadro onde o céu era verde e as pessoas amarelas. Cobri de vermelho os postes das casas, seus telhados de roxo e as ruas de laranja. Era um quadro diferente de tudo. As pessoas desenhavam seus próprios rostos, os filhos escolhiam seus nomes, crianças comiam doces no almoço. Havia uma loja de mudanças onde poderíamos escolher e modificar tudo em nossa vida. Um ctrl z fazia tudo voltar a ser o que era antes, enquanto o futuro estava apenas a um minuto de nossas casas. No meu quadro as pessoas já nasciam sabendo cantar e o mundo era um coral eterno de sonhos. Instrumentos vindos de diversos lugares eram aprendidos bastando apenas tocá-los com as mãos. Os livros eram os brinquedos preferidos das crianças que eram infinitamente felizes. Neste mundo não havia falsidade, desigualdade, fome, miséria.  Não existiam essas palavras, apenas a que queríamos que existisse. Catava-se a felicidade  das nuvens, quando estas a deixavam cair, o sol modificava o humor. De manhã cedo estávamos alegres, de tarde mais alegres, de noite mais alegres ainda. No meu quadro o amor não tinha idade, nem sexo, nem cor. Todos eram felizes do jeito que achavam certo. Não havia o julgamento de gosto, as comidas eram saudáveis e os pássaros ainda cantavam. A alma das pessoas era vista por todos e nela estava escrita toda sua vida, como um conto de fadas ou uma história de amor. Os sonhos viravam realidade, príncipes existiam e as bruxas  coloridas e bonitas eram amigas das fadas. Os animais viviam no céu e protegiam os humanos todos os dias. Os humanos por sua vez não comiam suas carnes, nem maltratavam suas peles, mas rezavam por aqueles seres inocentes. Do céu saíam árvores e frutas de diversos tipos. As pessoas inventavam tipos e sabores diferentes. Dentro delas um mundo imaginário era o conforto dos solitários que encontravam lá muitos amigos e pessoas que os amavam.  As escolas eram parques de diversão onde a vida não era aprendida, mas sentida e vivida. Nossos pais eram eternos e nossos avós também.  A mentira não existia, muito menos o interesse. As pessoas sabiam viver e os prefeitos cuidavam bem das cidades deixando-as cada dia mais belas e bonitas. Pintei um quadro onde o quinto elemento era a felicidade. O sol e o mar eram amigos, tomava-se chocolate quente nos invernos e sonhava-se com os anjos nas noites calmas, quando a  lua no céu cantava para ninar os filhotes daquele pequeno mundo.

Helio Filho

...

1 de jul de 2011

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"Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar..."

(O Teatro Mágico)
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