Manuscrito

30 de abr de 2010
Esse é o nome do novo álbum da cantora Sandy, sim a mesma que cantava com o irmão Júnior há alguns anos atrás. Depois de muitos anos juntos,  há três anos eles se separaram e a Sandy enfim lançou seu novo disco solo.
Confesso que quando era pequeno gostava muito da dupla, era fã mesmo, tinha muitos cds, fui pra shows,mas aí o tempo passou e passei a ouvir outras músicas, mais pro lado do rock.

Não sei onde, mas postaram em uma comunidade do orkut um link pra baixar o cd. Eu curioso fui e baixei pra ver como andam as músicas da minha ex diva. E não é que eu gostei? Pois é, esse cd é muito diferente de tudo o que ela já fez. Talvez seja um cd mais maduro, sem aquele pop enjuativo e mesclado que os antigos cds com o irmão possuiam. Ele é mais introspectivo e tem influencias do jazz, Coldpaly e outras bandas que a Sandy gosta. Confesso que me surpreendi com esse novo estilo dela e com a qualidade do cd que possui músicas muito bonitas, dentre elas "Pés cansados" e "Duras Pedras" as que mais gostei. Músicas com piano são perfeitas, e ela soube utilizá-lo muito bem nas canções.

Apesar de agora eu gostar de outras bandas, continuo admirando muito a Sandy como cantora e como pessoa. Esse novo trabalho mostra o quanto de profissionalismo e talento ela tem, e creio que será um sucesso nessa nova fase de sua vida! Pra quem quiser ouvir e baixar, recomendo!

Engano

25 de abr de 2010
Semana passada assisti esse curta-metragem na universidade, achei muito legal,é uma história simples mas muito interessante, vale a pena assistir! Fala de dois jovens que se conhecem ao acaso por telefone e tentam se encontrar..
Espero que gostem :)



Chico Xavier

24 de abr de 2010
Ontem assisti mais um filme muito interessante no cinema. Depois de muito tempo combinando, enfim consegui assistir Chico Xavier dirigido por Daniel Filho antes que  saísse de cartaz. O que dizer do filme? Perfeito do começo ao fim, e olha que eu não sou espírita apesar de respeitar e até ter algumas pessoas na minha família que acreditam nessa religião.

O filme fala da vida de Chico Xavier. Talvez o mais famoso médium brasileiro dos últimos tempos que dedicou boa parte de sua vida escrevendo livros psicografados e atendendo pacientes com vários tipos de doenças na sua casa. Por incrível que pareça todos ficavam curados com as receitas que ele passava e sua vocação para o espiritismo já era vista por todos desde pequeno quando ele via e conversava com o espírito de sua mãe que já havia falecido há muitos anos. E por conta disso Chico sofria muito pois ninguém acreditava nas suas palavras, até sua madrinha o maltratava pois achava que o que ele via era coisa do "diabo", coisa que os próprios padres falavam pra ele também quando ia se confessar.

Com o passar do tempo ele cresce e descobre que é uma pessoa normal, mas que tem um dom diferente, o dom de conversar com os espíritos e com suas ajudas poder ajudar as pessoas mandado-lhes mensagens dos seus entes que já morreram e salvado suas vidas com suas receitas. Como ele fala do decorrer do filme, ele era apenas um carteiro que distribuia as cartas que as pessoas mandavam pra ele. E sua fama cresce fazendo com que muitas pessoas o procurasse por diversos motivos, causando a ira dos padres e das igrejas que eram totalmente contra o espiritismo. O filme mostra também de maneira muito bonita, o espírito que o ajudava a escrever os livros e as conversas que eles tinham. Mas como todos, ele passa por muitas dificuldades pois havia pessoas que se aproveitavam dele e muitos não acreditavam na sua capacidade depois que seu irmão morreu sem ele poder ajudar.

A junção de uma história verídica ao filme também foi muito interessante.Mostra um homem e uma mulher que perdem seu único filho devido a um acidente causado por outro garoto e por causa de uma carta psicografada por Chico ele é inocentado no tribunal. Enfim, eu gostei muito do filme, além de conhecer mais sobre sua vida pude perceber realmente como ele foi bom com todas as pessoas e como foi injustiçado na maior parte de sua vida sendo valorizado apenas nos seus últimos anos. Um filme brasileiro muito bem produzido, com ótimos atores, com lindas fotografias,com ótimas câmeras e acima de tudo coerente com tudo o que mostraram pois nos créditos foi mostrado vídeos onde o próprio Chico falava sobre passagens do filme. Recomendo! Pra terminar o post, algumas frases dele:

O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte."

"Planejar a infelicidade dos outros, é cavar com as próprias mãos um abismo para si mesmo" 

"Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem. A árvore nascente aguarda-te a bondade e a tolerância para que te possa ofertar os próprios frutos em tempo certo."

"Sempre recebi os elogíos como incentivo dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou."

"Deixe algum sinal de alegria, onde passes."

"Hoje auxiliamos, amanhã seremos os necessitados de auxilio".

"Não cobres tributos de gratidão".

"Acreditamos que tanto é um delito grave assassinar uma criança na via pública, quanto exterminá-la, em falso regime de impunidade, no ventre materno".

"Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja"

"Nenhuma atividade no bem é insignificante. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes".

"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos".

O crânio

21 de abr de 2010
O crânio estava sobre a terra. Nu e cru. Não havia mais sentimentos, nem palavras que descrevessem quem um dia foi sua pessoa,nem tão pouco a imagem do seu rosto e as lembranças de alguém que um dia esteve ali. Nu e cru estava ossos que em conjunto formavam resquícios de uma vida que se passou, de momentos que aconteceram, de sentimentos que foram sentidos e quisera fossem eternos.Agora ele estava ali. O que um dia causou a admiração de muitos não faz mais do que amedrontar crianças, agora naquele lugar nublado onde pássaros cantam de vez em quando e a certeza de que a chuva estar por vir nada mais é do que uma simples razão. E todos que o olhavam arrepiavam-se com suas próprias idéas. Idéias que iam além do que o presente dizia mas que o futuro certamente iria dizer. O medo do fim. Do final de uma história que não deveria terminar. História onde personagens se amam e constroem entre sí relações verdadeiras, de afeto e amor. E ver no chão um crânio nos remete a pensar nesse fim. Fim que um dia vai acontecer, não como nas histórias onde os finais são sempre felizes, mas triste e solitário e que a única esperança que nos resta é que sejamos felizes ainda que não saibamos para onde ir.
Mas na vida tudo pode mudar e ninguém reparou quando uma menina loira de vestido azul atrevessou o pátio e percebeu que estavam na porta de um museu. Um museu de famosos escritores que passaram décadas dedicando-se a literatura e ao poder que a escrita pode nos oferecer. O crânio nada mais era que uma réplica de um deles e agora não mais os assustava, ao contrário causava admiração.
Por que as lembranças nunca deixam de existir e o que pode parecer estranho no fundo guarda dentro de sí grandes mensagens. Helio Filho.

Mil Impressões

20 de abr de 2010
Pronto! Depois de muitos dias procurando por um layout decente e não encontrando nenhum que me agradasse resolvi deixar esse clássico, onde tudo começou há dois anos atrás.Se vocês leitores souberem de algum site legal onde eu possa achar templates bacanas me avisem por que parece que está em falta rsrsrs.O blog está de nome novo! Agora não são mais minhas impressões, mas mil impressões, não só minhas mas também de outras pessoas envolvendo muitas outras coisas a respeito de tudo. Acho que fica melhor assim! Também coloquei um tradutor e um contador de visitas mais bonito, além dos marcadores onde vocês podem encontrar com mais facilidade tudo o que escrevo.Minha lista de blogs favoritos continua intacta(se bem que falta colocar muitos ainda na lista)! Espero que gostem, e caso não tenha ficado legal por favor me falem!
Abraços
Helio.

Blog em configuração

18 de abr de 2010
Gente como vocês podem ver, estou modificando algumas coisas no blog, o layout, algumas ferramentas,enfim quando ele ficar pronto aviso, é que ainda não encontrei algo interessante!

Sobre o nada

Eu acho lindo chegar no orkut da pessoa e não ter nada escrito, nada de fotos, nada de comunidades, nada de vídeos.
Apenas o nome, apenas a foto linda do perfil, apenas quatrocentos amigos e nada de recados.
Me bate aquela curiosidade, aquela vontade de saber mais.
Eu acho lindo quando a pessoa faz tudo parecer tão simples. Nada de joguinhos, nada de conversa demais, nada de enrolação.
Apenas diz o que importa, o que interessa e simplesmente vai embora.
Me bate uma ansiedade, uma vontade de desvendar aquelas poucas palavras, aqueles gestos.
Eu acho lindo chegar na casa da pessoa e encontrar várias almofadas, alguns banquinhos, uma varanda, um jardim. Nada de espaço sobrando, nada de objetos inúteis, nada de quadros estranhos nas paredes.
Apenas o aconchego, a música no ar, o sol entrando pela janela.
Me bate uma tranquilidade, uma vontade de morar ali.
Eu acho lindo quando a pessoa acaba de sair do banho, de toalha. Nada de acessórios, nada de roupas, nada de calçados.
Apenas a cara lavada, o cabelo molhado e aquele jeitinho natural de ser, aquele cheirinho de sabonete.
Me bate uma calmaria, uma vontade de ficar perto.
Eu acho lindo quando a pessoa tem o dom de adivinhar o que você quer, o que você sente. E antes mesmo de você dizer, ela já disse, antes de você fazer, ela já fez. Nada de explicações, nada de querer fugir.
Apenas o momento, a companhia, o carinho.
Me bate a paixão, o desejo, o prazer.
Eu acho lindo quando se chega perto do amor e não tem nada escrito e nada dito.
Apenas o sentimento e a certeza de que é amado. Não importa como, quando, onde.
Me bate...

* Porque conhecer as coisas como são, é melhor do que tentar vê-las como parecem.
por suellen nara

Micareta careta

16 de abr de 2010

A minha cidade está em "festa". Festa entre aspas porque pra mim é mais uma inutilidade criada pelas pessoas para se divertirem e não são todos que gostam dessa folia.
Dizem que a micareta de Feira de Santana foi a primeira a acontecer no Brasil, daí a tradição de acontecer todo ano e no mesmo período. Olha o que achei em um site:

A Micareta de Feira é a primeira da História, foi criada em 1937 por um grupo de feirenses inconformados pela não realização do Carnaval, impossibilitado por fortes chuvas. Com o passar do tempo, a festa se tornou uma das maiores manifestações populares do interior da Bahia e do Brasil. O nome deriva de uma festa francesa, Mi-carême, e desde os anos 90 vem se espalhando por várias capitais e cidades brasileiras, a partir do sucesso de sua realização em Feira de Santana.

A festa resume-se em duas filas de camarotes com mais ou menos dois andares cada colocados de forma paralela na pista. No meio deles é por onde passam os trios elétricos que conduzem os blocos. Esses blocos são os mais diversos possíveis, desde bandas de pagode até axé, contando também com os trios que levam a ''pipoca", pessoas que não compram os abadás (camisas) dos blocos.
A chuva até que parou nos últimos dias, mas mesmo assim ainda cai uma fina de vez em quando e está frio, porém as pessoas não querem saber e vão firme e forte para a famosa festa. Eu não tenho nada contra . Só não gosto das músicas. Lógico que é muito importante para a cidade, atrai turistas, alegra as pessoas, faz parte da cultura. Mas não tem quem me faça ouvir as besteiras que os cantores de pagode cantam por aqui, nem pagar uma fortuna para sair em um bloco e ser pisoteado( e esmurrado) pela falta de educação das pessoas. E elas ainda afirmam que são músicas, rebolation que o fale né.

A pele

15 de abr de 2010

Hoje irei falar sobre mais um filme que assisti na universidade. Não, o meu blog não virou um blog específico de críticas de filmes, mas sempre que puder irei fazer um comentário dos filmes que ando assistindo, são muito interessantes. É bom para mim e para vocês!

Confesso que nunca ouvi falar dele, muito menos da história que é um pouco diferente do que vemos nos filmes cotidianos mas por outro lado mantêm o mesmo padrão de filmes americanos com um romance quase impossível mas que no final dá certo.
O filme conta um pouco da história de uma fotógrafa chamada Diane Arbus. Quem a interpreta é ninguém mais ninguém menos que Nicole Kidman, que como em muitos outros filmes dá um show de interpretação.

Diane era filha de pais ricos. Eles possuíam uma fábrica de casacos de pele muito famosa. No filme há muitas cenas onde eles fazem exposições mostrando os casacos que estavam na moda, com todo aquele glamour que os mesmos proporcionam. Mostra também pessoas da alta sociedade que os compram sem se importar. Eu particularmente acho um absurdo matar animais tão frágeis, tão lindos, tão ingênuos para aproveitar suas peles. E tudo por um motivo capitalista. O ser humano realmente não tem limites para com os que os rodeiam e isso me assusta. Mas voltando ao filme, a Diane era casada com Allan (Ty Burrell ), um fotógrafo pouco conhecido da época e era a sua assistente. Ela arrumava o cabelo das modelos, dizia o que teriam que fazer para que a foto ficasse legal, enfim era isso o que ela fazia.

Sua paixão pela fotografia começou quando ela conhece Lionel ( Robert Downey Jr) um homem normal se não fosse uma rara doença que fazia crescer em seu corpo longos pelos, tornando-o assustador. A cena onde ela o vê é bem interessante. Ela, em uma das festas que seus pais fizeram para promover seus casacos vai para fora da casa tomar ar fresco e encontra um homem com uma espécie de máscara, cobrindo-lhe o rosto. Nesse momento ela fica aflita, e uma sensação estranha toma conta de sí.

Muitas coisas acontecem, desde o aparecimento de pêlos nos canos de sua casa até uma chave que cai de um deles quando a fotógrafa vai investigar o que andava acontecendo. Porém a resposta de suas perguntas estava no andar de cima da sua casa. Era lá que Lionel morava. O filme mostra claramente que não devemos julgar as pessoas pela aparência nem devemos priorizar apenas coisas materiais, mas também nossos sentimentos e acima de tudo a nossa pele, que é o objeto mais concreto que temos do verdadeiro sentido do amor.

Diane se apaixona por Lionel e a partir daí o filme de desenvolve em idas e vindas da fotógrafa á sua casa. Ela queria muito tirar fotos dos seus visinhos, e quando encontra Lionel sua motivação aumenta. Se bem que a foto propriamente dita só é tirada poucos momentos antes do fim do filme. A paixão pelo homem visto como uma “aberração” é algo totalmente incomum, se fomos parar pra pensar. E uma das coisas que a Diane Arbus gostava mesmo de fazer na vida real era tirar fotos de pessoas deficientes ou com algum problema que não era visto com muita freqüência na sociedade.

Não vou contar a final do filme pra não perder a graça, mas recomendo que assistam e vejam esse maravilhoso filme, com lindas fotografias, com grandes mensagens. Mais um filme bom para minha coleção! :***

O poder da água

12 de abr de 2010

Como algo tão frágil pode ser são poderoso ao mesmo tempo? Essa pergunta está em minha mente há dias, pra ser mais preciso desde que começou a chover e os jornais noticiaram a tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro onde dezenas de pessoas morreram soterradas devido ao deslizamento de terra que aconteceu no local onde moravam. Fiquei chocado com essa notícia, afinal é muito triste saber que pessoas perderam parentes, seus lares, pessoas que amavam, objetos pessoais devido á força da chuva. É triste saber também que eram pessoas pobres, sem condição financeira e muitas só tinham aquele lugar para se protegerem e dormirem sossegadas. Pior ainda é saber que o governo nada fez para alertar essas pessoas de que era perigoso morar nessa região, agora já é tarde demais.
Ainda assim, o esforço dos bombeiros para ajudar as vítimas foi inquestionável. O Fantástico que foi ao ar ontem mostrou detalhes da tragédia, e notou-se a satisfação quando eles encontraram vítimas ainda com vida. Esse é o lado bom dessa profissão.
Mas a chuva não está só no Rio de Janeiro. Aqui em Feira de Santana choveu muito também e muitas pessoas ficaram desabrigadas pois a água tomou conta de tudo. Houve até mortes, coisa que nunca ouvi falar por aqui causada pela chuva. Em salvador pistas picaram alagadas, ruas intransitáveis, falta de luz e pessoas também sem casas. Foi o cáos total. É nessas horas que vemos a real competência dos políticos que escolhemos para governar as cidades. Até em Cachoeira choveu muito. No caminho para a universidade pude ver algumas casas com tetos desabados e um caminhão virado na pista, coisas que a chuva também causa. Seria isso a o resultado do efeito estufa? Do derretimento das calotas polares? Seria uma das consequências de tudo o que homem faz de errado com a natureza? Muitas podem ser as explicações, cabe a nós apenas tentar entendê-las e assim tentar solucionar esses problemas rezando para que nada de ruin de novo aconteça.

Old movies

7 de abr de 2010

Não sei se vocês sabem mas sou apaixonado por filmes antigos.Aqueles filmes ainda em preto e branco que retratavam épocas passadas,o modo de vida das pessoas, as roupas, enfim tudo o que eles achavam que deveria ser transmitido em imagens em movimento.

Ultimamente tenho assistido vários e está sendo muito legal e gratificante. Não que eu seja uma pesssoa velha e só goste de coisas passadas,mas admiro essas produções que hoje em dia não são nada para a gente, mas se você for parar pra pensar, naquela época,principalmente nas décadas de 20 e 30 quando o cinema ainda engatinhava e evoluia pra se tornar o que hoje é, essas produções eram fantásticas e muito bem produzidas, com efeitos que apesar de precários para a época eram incríveis. Histórias simples porém com conteúdo a ser comparado com muitos filmes contemporâneos.

O primeiro filme realmente que marcou a história do cinema foi " O nascimento de uma nação" dirigido por D. W. Griffith. Esse cineasta foi um dos primeiros a fazer 
aprimoramentos,digamos, nas câmeras, ele deu mais movimento ao filme, coisa que não existia antes. O filme é interessante. Fala da vida dos americanos antes e depois da Guerra Civil Americana, porém, ele glorifica a escravatura e justifica a segregação racial, em linha com o movimento intelectual denominado Lost Cause. Ao mostrar um grupo de brancos linchando um negro de maneira aprovativa, o filme afirma e promove o contexto cultural para o aparecimento da Ku Klux Klan, que liderou grupos de brancos vestindo lençóis brancos ao linchamento dos afro-americanos. É um pouco cansativo mas vale muito a pena. Destaque para as expressões dos atores e forma como eles interpretavam pois o cinema nessa época era mudo. Isso mesmo. Os personagens não falavam nada, so exprimiam. No lugar das falas surgiam quadros entre as cenas que informavam o que acontecia. Tinha a trilha sonora que pelo que meus professores falaram era utilizada em outros filmes também. Foi muito interessante ter visto!
Outro filme que vi foi " O gabinete do Dr. Caligari". Esse filme também é muito antigo, feito em 1920 e dirigido por Robert Wiene.

Sinopse: Num pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari, chega acompanhado do sonâmbulo Cesare que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari.

Já da pra imaginar como é né? O filme é bem dramático e um dos primeiros filmes expressionistas a ser feito no mundo. Também em preto e branco, fala sobre um homem que hipnotiza Cesare que comete assassinatos durante as noites escuras da cidade. Pra quem gosta de terror é uma ótima opção.

Extremamente influente no meio cinematográfico, "O Gabinete do Dr. Caligari" compõe uma metáfora do olhar deformado com ruas estreitas e entrecortadas, telhados góticos e cubistas e prédios e objetos deformados, resultando em uma das obras-primas das primeiras décadas do cinema e uma das mais importantes referências estéticas até hoje.

São filmes antigos, feitos ainda com poucos recursos mas que mostram atores maravilhosos, fotografias muito bem elaboradas e ótimas histórias. Pra quem gosta de filmes assim,estão aqui as dicas! :***

Ninféia

4 de abr de 2010
Eu que procurava no sol o verdadeiro sentido da vida. Não que fosse dono do dia ou simplesmente o subestimasse, mas no sentido real das coisas poderia ser visto por todos e flutuaria de modo a mostrar minhas belezas a pouco tempo escondidas. O sol me fazia crescer em todos os aspectos, digo aspectos no sentido amplo da palavra. Enquanto minhas amigas deliravam curtos raios, eu convencido a ter mais de um desejava que todos fossem em direção a mim e me tornassem cada vez maior e mais bonito. Na realidade não desejava que fossem mais feias do que eu, muito menos mais frágeis. A natureza que me dera inigualável beleza não hesitou em me dar os melhores raios e estes são os que mais me entendem fazendo com que a cada manhã tenha coragem de sair do mundo dos que tem medo e ir em direção ao dos que nada temem se não aquilo que desconhecem. De dia tudo flui melhor e tenho coragem de superar meus obstáculos e tentar ver de modo a ajudar quem de mim precisar. Não que eu não goste da noite. Mas ela esconde meus raios, e sem eles nada sou. Sem eles tenho medo e volto para meu mundo. Ninguém mais me vê e minha beleza é escondida. Parece que perco minhas forças e de repente tudo o que construo em horas desmorona em poucos segundos sendo cobertos por camadas de interrogações. Á noite perco a coragem que ao dia tenho e fico só perante todos. Porém com o tempo os dias deixaram de existir e o sol não mais apareceu. Nunca senti maior dor. Agora ficaria pra sempre escondido sem ter quem me apoiassem a de novo aparecer. Ficaria no mundo da submissão sem ter palavras para questionar e sequer perguntas a serem respondidas. Aquele que um dia me apoiou e me fez acreditar que com força tudo se consegue deixou de existir e eu fiquei aqui sozinho, sem ninguém. Mas não me dei conta de que dentro de mim mesmo havia um potencial enorme de descoberta da minha verdadeira razão de ser. Não me dei conta de que minhas próprias raízes me sustentavam e agora poderiam fazer o papel antes feito pelo sol. Eu não acreditava em mim e estava apoiado nos outros, em alheias opiniões que poderiam nem ser verdadeiras e no momento em que caíram, também caí. Sorte a minha poder ter acordado no momento certo e a partir de então depositar mais confiança nos meus atos, na minha vida.

A vitória do messias da intolerância

2 de abr de 2010

Pra quem raramente assiste TV (meu caso), acompanhei bastante o BBB 10. E, claro, me arrependo. É sim uma total perda de tempo. Não é divertido, não entretém, seguramente não é sinônimo de inteligência, e está repleto de gente que não me interessa nem um pouco. Então, por que vi esse troço? Porque comecei a seguir, mais pela curiosidade em ver a Twitess (eu, que nem tenho Twitter, sabia que ela era conhecida no meio), uma doutora, a Elenita, e uma drag queen, o Dicesar. E meio que viciei, apesar de não torcer por ninguém.

Mas o assunto é, de novo, o Dourado. Desde o comecinho do programa, ele me pareceu o suprassumo da estupidez. Tudo que eu detesto numa pessoa reunido num só pacote: antipatia, pouco senso de humor, falta de modos (cuspir e arrotar o tempo todo é bem nojento), e, acima de tudo, preconceito. Muito preconceito contra gays e mulheres. Pouco depois descobri que ele tinha uma suástica no corpo. Foi a cereja no milkshake. Se ele tivesse sido indicado nos dois primeiros paredões, provavelmente teria saído. Não pelo seu preconceito explítico, mas pelo público não ter aprovado a inclusão de dois antigos participantes. Porém, ele foi ficando, cativando uma torcida fanática, e, lá pelo meio da edição, já era favoritíssimo ao prêmio de 1,5 milhão. Foi previsível.
Mas como um cara desses agrupa uma torcida tão grande? Considero que ele virou porta-voz de gente que sempre foi preconceituosa, mas ultimamente não se sentia tão livre para expor seu preconceito. Daí veio essa história de “Orgulho Hétero”, de que, no fundo, homens héteros são mais discriminados do que gays.
Esta semana tive uma discussão com alguns alunos de uma turma pra que dou aula. Eles acreditam piamente que o padrão desejável, o homem branco hétero, é vítima de preconceito. Os exemplos que dão? Ah, se um hétero for a um bar gay, ele será maltratado. Primeiro que essa afirmação é altamente discutível, eu respondi (tá cheio de héteros que adoram frequentar bar gays, e duvido que se fossem torturados lá dentro, continuariam indo). Depois que seria preciso um deslocamento do homem hétero para um lugar específico para que talvez houvesse discriminação. Mas, para uma minoria, não é preciso deslocamento algum. O preconceito acontece no seu dia a dia, no seu habitat.
Outra coisa que alguns dos meus alunos acreditam é que o ser humano é naturalmente preconceituoso. Se os gays dominassem o planeta, afirmam eles, os homossexuais discriminariam os héteros. Eu adoro esses exercícios de futurologia! Mas, antes de partir pra ficção científica, que tal se focar na realidade? Bom, a realidade, pra eles, é que é perfeitamente possível uma minoria dominar uma maioria. Pra exemplificar, eles não citam qualquer elite, mas a Alemanha de Hitler (?) e a minoria branca na África do Sul. Eu nem entendo as comparações: eles estão insinuando que os gays representam uma minoria que já domina o mundo de maioria hétero? Sim, segundo uma aluna: hoje em dia nem dá pra saber quem é gay e quem não é, e todo mundo é bissexual.
A vitória dourada no BBB é uma coroação desse tipo de pensamento.
O discurso é um tanto contraditório. Para muitos, simplesmente não existe mais preconceito contra gays, mulheres, negros e outras minorias, então parem de reclamar, pô (minha aluna viu Milk, gostou, e acha que, naquela época, a luta contra a homofobia tinha razão de ser, mas hoje?! Eu esqueci de lembrar que, só no Brasil de hoje, um gay é assassinado a cada dois dias). Para estes, se existe preconceito, ele é contra o homem branco hétero (de um comentarista do Terra: “Existe muito preconceito neste país, mas prefiro o lutador a coisa que Deus não criou”). E eles sentem-se profundamente ofendidos ao serem acusados de homofobia. Retirei este comentário do portal Terra sobre o BBB: “Tão pior que ser homofóbico, é acusar alguém de homofobia, usando sua opção sexual para prejudicar uma pessoa”. O lado bom é que homofobia virou um insulto. O lado ruim é que ninguém é visto como homofóbico mesmo. Homofobia é ficção de gente com complexo de perseguição, sabe?
Dourado representa essa total inversão de valores. O homofóbico é o perseguido. Pra ajudar, alguém de sua família espalhou que Dourado tem trauma de gays e travestis porque ele e alguns amigos foram espancados por um grupo de travestis. Pois é, não são os pitboys que espancam travestis, é o contrário! Um comentarista deu sua opinião: “Se ele apanha de gay, então ele é gay ao quadrado”. Outro decretou: “É gente do tipo do Dicesar que faz aumentar a homofobia no Brasil”. Entende? Não é gente do tipo do Dourado e seus seguidores (que escrevem coisas como “Odeio gay sim, e daí? Não pode?!”) que fazem aumentar a homofobia, mas os próprios gays. Afinal, se a homossexualidade não existisse, não haveria motivo para homofobia! Por esta ótica, Dicesar é culpado pelas 11 mil ameaças que recebeu na internet. Eu não li essas ameaças, mas colhi alguns comentários da Máfia Dourada:
- “Começou tropa. O mestre atirou a boneca rodou”.
- “Hei hei hei. Dourado vai ser rei. Dicesar é um baita gay”.
- “Valeu tropa! Nossa honra esta salva, porque macho é macho, e gay é resto. To rindo a toa destas frangas, kkk”.
Quem acha que Dourado não é homofóbico pode responder: se ele não é, por que atrai gente tão preconceituosa? Dourado tornou-se um líder, digamos, espiritual, para esse pessoal que se julga perseguido. Mensagens como esta são clichê: “Dourado é nosso mestre e a ele obedecemos, Dourado força e honra ... estamos contigo...”. Estão com ele pra quê? Contra quem? Alguns apelam pra religião, inventando um messias: “Quem trouxe o Dourado de volta e fez toda essa ordenança foi Deus. Ele zela por cada filho, mesmo os ditos 'Sem Fé' e faz sua graça na hora certa. [...] Um novo Dourado nasceu de vocês, por vocês! O Brasil unido pode, nós estamos provando que podemos não só para o BBB, mas para tudo que queremos na vida”. Tenho até medo: o Brasil unido por um sujeito com tatuagem de suástica pode o quê, exatamente?
Mas sinto que este comentário diz tudo: “Quem nunca cuspiu? Quem nunca arrotou? Quem nunca falou um palavrão? O Dourado apenas fez na TV o que as pessoas fazem de maneira privada porque elas têm medo dos que os outros vão pensar”. Pois é, não precisa mais ter medo do que as pessoas vão pensar dos seus preconceitos. Pode arrotá-los à vontade na TV, em horário nobre, e ainda receber uma bolada de dinheiro por eles. Os bons tempos voltaram, vamos gozar outra vez.

Por LOLA

Fahrenheit 451

Hoje vou falar de um filme que assisti na Universidade e que recomendo a todos. Não é um filme que costumamos ver nos dias atuais, filmes que dão prazer e que prendem a atenção das pessoas pelos seus efeitos especiais, pelo roteiro marcado pela ação, pelo jogo das câmeras, atuação de atores famosos, fotografias esplêndidas e direções espetaculares. Mas um filme para que possamos pensar e refletir.

O filme conta a história de uma sociedade que tem os livros como uma profunda ameaça á vida e a paz das pessoas. E para exterminá-los basta chamar bombeiros que estão sempre a disposição para queimá-los a uma temperatura de 451 graus Fahrenheit, daí o nome do filme. Parece loucura, mas o filme trata essa temática de forma simples, direta e muito natural, nos dando a impressão de que realmente aquela sociedade existe e aceita esse princípio. Para eles os livros tornam as pessoas mais tristes, principalmente os romances, deixam-nas anti-sociais e as fazem pensar de forma diferente do padrão. Para eles os livros corrompem a sociedade. Os livros de filosofia são vistos como obras onde a ideia dos filósofos é a que deve ser prevalecida sobre as demais por ele saber mais que os outros, as biografias são feitas por mortos que só queriam se aparecer e falar sobre suas virtudes. Eles não aceitam os livros.

Montag é um dos bombeiros que trabalha á serviço do capitão para queimá-los. Á princípio ele se contenta com o emprego e o faz com dedicação sendo até promovido por ele. Mas a vida guarda surpresas. Voltando pra casa ele conhece uma mulher que o faz pensar sobre muitas coisas. Ela pergunta se ele alguma vez já leu os livros que queima e ele fica com essa ideia na mente. Dias depois o bombeiro começa a pegar vários livros e esconder em sua casa, lendo-os todas as noites escondido de sua esposa que é fascinada por programas de televisão que dizem o que as pessoas devem ou não fazer.
Mas o melhor do filme é o desenrolar da história. Montag começa a gostar das leituras, ele começa a sentir prazer em ler. Ele começa a enxergar aquilo que antes não conseguia ver, o que era ocultado pela mídia e pela cultura das pessoas. Ele vê o quanto pode aprender lendo, a cultura que adquire e como estava sendo injusto com todos queimando seus livros. O final não vou contar pra não perder a graça, mas tenho que confessar que esse filme meche com a nossa imaginação e com aquilo que temos como o “certo”. Diferente dos filmes hollywoodianos, são poucos os filmes que conseguem nos transmitir uma mensagem de forma poética daquilo que temos e muitas vezes nem damos valor. Um filme que nos mostra como seria uma vida sem livros, sem cultura, sem aprendizagens nesse mundo confuso em que vivemos. Vale a pena assistir, recomendo a todos aqueles amantes da leitura, assim como eu.

E-casting

1 de abr de 2010
O E-casting é um site onde você escolhe produtos. Se uma pessoa acessar a sua página nesse site, você ganha um €uro que é como se fosse pontos que você vai acumulando até conseguir ganhar o prêmio. Cada prêmio tem uma quantidade de €uros, é so você divulgar sua página e juntar os pontos. Achei interessante divulgar com vocês!




Façam os seus!
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