A sua floresta

6 de fev de 2010

Eu corria muito por entre árvores, numa floresta que parecia não ter fim. Não tinha em meus pensamentos se aquilo tudo era um sonho ou quem sabe uma idéia distante de minha realidade. O que sabia é que corria veloz e que ja estava ficando tarde. Logo iria anoitecer e eu ficaria perdido naquele lugar desconhecido e frio. De vez em quando ouvia ruídos, vozes, pareciam ser animais que lá habitavam. Corria muito a procura de alguém. Mas não tinha ninguém pra me acolher. Eu estava só, distante de todos e do mundo. Só, naquele lugar que não parava de ventar fazendo os galhos das ávores balançarem e fazerem jestos megestosos naquele infinito de céu. Eu estava com medo. Sim, temia que pudesse ficar alí pra sempre sem ninguém encontrar. Temia que algum animal pudesse me matar e eu não seria mais visto por ninguém.

Eu corria muito por entre as ávores. De vez em quando atravessava riachos, pulava galhos e subia pequenas montanhas a procura de um ser vivo. Eu pensava em todas as pessoas que amo, em todos os momentos da minhas vida. Corria pensando nos meus pais, na minha irmã, nos meus avós, nos meus amigos. Onde estão todos? Eu lembrava da minha querida infância e das brincadeiras que tanto gostava de brincar com meus primos quando eles iam para a minha casa nos finais de semana. Lembrava da minha casa, do meu quarto onde tinha todas as coisas que gosto e onde tinha a minha cama confortável, quentinha onde dormia feliz todas as noites.

Eu estava com muito medo. Já estava anoitecendo e o céu que antes estava azul, agora era uma mistura de laranja e outras cores escuras. Os galhos das árvores eram monstros que surgiam dele e me amedrontávam com seus ruídos incessantes e ventos cada vez mais gelados.

Eu observava agora tudo deitado, com medo,olhando as coisas ao meu redor. Os sons ficavam diferentes e a minha imaginação também. Não conseguia mais perceber em que lugar estava. Estava com fome, com sede. De fato já devia ter muito tempo que estava naquele lugar.

Até que então ouvi um barulho por entre os galhos que se contorciam e árvores que estavam ao meu redor. Era você que me procurava estendendo sua mão, me entregando uma rosa vermelha.

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