Á caminho da felicidade

17 de fev de 2010
Era uma manhã de abril ensolarada. Ela estava vestida com um vestido branco de cetim, um chapéu por entre os cabelos longos e loiros, nos pés os sapatos da noite de inverno que tivera há algumas semanas atrás. Ah como o tempo havia passado depressa. Hoje estava assim. Como queria realmente estar. Não importava que ainda fossem cinco horas da manhã, ela apenas queria se sentir bem. No rosto a maquiagem para cobrir a tristeza que um dia foi sua aliada nos dias que seus sonhos partiram e nem sequer disseram adeus. Mas agora ela era a força e a coragem que os homens perderam por não mais conseguir pensar. Ela era na verdade a sombra da mulher guerreira que não disfarçava seus verdadeiros sentimentos e não ligava para o que os outros pensavam de sua pessoa. Mas sombras são escuras e às vezes invisíveis. Ela queria ser vista por todos. Queria ter a cor suficiente para que sua beleza fosse enfim comparada com a simplicidade de sua maior felicidade: a felicidade.

Ser feliz ainda era o que a motivava a viver. Mesmo enfrentando todos os obstáculos que um dia invadiram seu caminho ela não deixou de sonhar e perceber que as esperanças brilham mais que o simples fato de temer. Talvez os ventos do outono ainda fossem de encontro aos seus antigos segredos que hoje já não são mais segredos, mas sim idéias já pensadas e colocadas nos seus devidos lugares. Sim, ela agora não queria mais guarda-los a sete chaves visto que render-se á submissão já não fazia mais parte dos seus planos de garota.
Agora ela era uma mulher decidida. Passado os conflitos que a assombrava, o mundo que embora fosse grande pra ela parecia ainda maior e mais bonito. Não que ele nunca tivesse sido antes, mas agora aquilo era de uma real motivação que antes ela não tinha. O verde das árvores e o cheio do mar faziam-na pensar em tudo o que ainda podia viver mesmo sabendo que embora tinha o controle de sua vida muita coisas poderiam surgir . Agora eles prendiam mais sua atenção e seus olhos que antes nada viam podiam ficar horas a chorar, só que dessa vez de felicidade. Ela agora não mais subestimava a vida que lhe dera tantos acontecimentos, e o simples fato de poder respirar a fazia ser e sentir.
Ela estava vestida com um vestido branco de cetim, um chapéu por entre seus longos cabelos loiros e seus sapatos do inverno passado. Na mente apenas a vontade de viver e ser feliz. Não sabia mais o sentido de fazer o tempo voltar e pensar no passado, agora ela queria dar um passo a frente em direção a sua real felicidade.


Helio Filho

2 comentários:

  1. Bonito esse texto.
    escreveu pensando em alguém especial?
    parece que vc tinha uma inspiração qnd fez, tô certa? bom, independente de qualquer coisa, ficou mt bonito! :) :*

    Rejane.

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  2. Obrigadoo Rejane! Fico feliz por ter gostado..
    ah por incrível q pareça n me inspirei em alguem especial n..saiu de dentro de mim mesmo, no q penso.. ^^
    bjoo

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